Realizada pela primeira vez em 2010, a Black Friday tornou um fenômeno em vendas no comércio brasileiro, colocando o mês de novembro no calendário das compras.

Lojas físicas desejam mudar a Black Friday para setembro e afastar data do Natal

A data que já é tradição entre clientes e comerciantes, quando muitos aproveitam os descontos oferecidos para antecipar as compras do natal, poderá sofrer sua maior alteração.
Isso porque, associações de classe e uma parcela dos lojistas pretendem alterar o mês de realização da promoção.

Como argumento, está à sobreposição dos períodos de compras entre a Black Friday e o Natal. A opção mais desejada é que, seja realizada no mês de setembro, considerado pelo comércio, um mês fraco para as compras.

Dos Estados Unidos para o mundo

A Black Friday é uma data importada dos Estados Unidos. Por lá, ela acontece no dia seguinte de um dos feriados mais importantes para os americanos, o Dia de Ações de Graças. Por lá, a data surgiu para liquidar os estoques sobressalentes das lojas e preparar as coleções para o inverno.

Já no Brasil, sem um grande feriado que antecede a Black Friday, reforça ainda que, as lojas estão preparando seus estoques para as vendas de natal, isso dificulta oferecer uma política de preços mais agressiva.

Vale lembrar que nas primeiras edições, essas dificuldades em oferecer itens de liquidação, muitas lojas maquiaram seus preços. Ficando conhecida como Black Fraude, causando uma má impressão diante do público, quase impossibilitando o sucesso que é hoje.

Alterando a data para o mês de setembro, seria a solução ideal encontrada por parte do comércio, aqueceria as vendas em um mês de baixa procura e possibilitaria promoções mais atraentes para os consumidores.

Mudança já valeria para a edição de 2018 e divide a opinião do comércio

Mexer no calendário de uma data tão importante no varejo, não é uma decisão fácil, afinal, a Black Friday se consolidou e ganhou a confiança do público. Por isso, a  Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop), busca convencer o comércio online, sobre as vantagens dessa possível mudança.

A idéia encontra resistência pela Câmara Brasileira do Comércio Eletrônico (camara-e.net),  associação que reúne as maiores lojas online do país e responsável por cerca de 90% do faturamento do e-commerce.

Enquanto as lojas físicas acreditam no beneficio das mudanças, já que perceberam suas vendas diminuírem no natal. As lojas online lutam pela manutenção da data, que bate recordes de venda a cada edição.

Em favor do comercio online está o pioneirismo, visto que a promoção nasceu no país na web por meio do portal Busca Descontos. Somente a partir da segunda e terceira edição, s expandiu para as lojas físicas. “A Black Friday foi trazida pelo e-commerce e, independente do varejo físico mudar, vamos continuar fazendo em novembro”, afirma o diretor de comunicação da camara-e.net, Gerson Rolim.

Duas Black Friday realizada no mesmo ano?

Se o impasse não tiver uma solução, há risco de acontecer dois eventos durante o ano, sendo a primeira e oficial realizada em setembro, e a segunda e mais tradicional continuando na ultima sexta-feira de novembro.

Basta saber se essa mudança valerá muito a pena para o comércio, e principalmente para os consumidores. Assim como a jaboticaba que só existe por aqui, o Brasil seria o único pais do mundo a adotar uma data diferente para a realização do evento promocional.